Archive for Setembro, 2009

Quem é o Símio?

29 de Setembro de 2009

Os criativos publicitários são quase tão talentosos como os Gato Fedorento. O discurso dos políticos, usado em debates e comícios, é a melhor das matérias-primas para o humor. Não rende votos, mas conquista uns trocos.

PS. Quem é o político macaco?

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República Popular de Gondomar

29 de Setembro de 2009

Valentim Loureiro já começou  a dar música aos eleitores. Em Gondomar, quem lhe der um votinho ganha um bilhetinho para o Tony.

Regresso

29 de Setembro de 2009

Logo após a viagem de estreia no autocarro da empresa e ao café matinal servido no copo de plástico, ouvi os receios da ilha “O Sexo e a Cidade” , um espaço físico dedicado à produção de conteúdos e a debates existenciais dos habitantes da metrópole suburbana.

– Tenho medo dos resultados das análises, confessa a matriarca da ilha

– O meu namorado também, receia ter Alzheimer.

Será o receio sinónimo de esperança?

Orwell não sabia contar

28 de Setembro de 2009

Há interpretações de livros muito semelhantes às leituras dos resultados eleitorais. Para a esquerda mais radical, o 1984 do George Orwell, o modelo exposto no livro poderia ser um qualquer fascismo, para a direita é indubitavelmente o fiel retrato do regime soviético. Porém, o autor da obra demonstrou pouco rigor no que diz respeito à aritmética enunciada. Afinal,para o Grande Irmão, 2+2 não é igual a 5 como demonstra a imagem do manual escolar publicado em 1987, na URSS.

Apanhado

27 de Setembro de 2009

Os comunistas e os nazis comiam criancinhas ao pequeno almoço. O Roman Polanski também.

Urnas rafeiras

27 de Setembro de 2009

“Ainda bem que não juntaram as eleições, da última vez que votei deram-me três papeis.”

Afinal é… conquistador

27 de Setembro de 2009

Guterres usou o Conquest de Paradise (Vangelis) para banda sonora da sua campanha,  José Sócrates é progressista e já elegeu a melodia para a sua governação. Magalhães além de conquistar a Venezuela também vai tomar de assalto o top Fnac.

Na letra do primeiro single deverão encontrar algumas semelhanças como uma música conhecida do reportório luso, tirem as teimas.

Num mundo tão grande, com tanto para aprender

Surgiu um herói que quer ver-te crescer

Ajudar-te a saltar as barreiras

E passar tamanhas fronteiras

Já cheguei às cidades, todas as idades

O Magalhães já chegou…

Sou o Magalhães, o teu novo amigo

Vamos viajar, vem daí comigo

Azul é minha cor, sou o teu computador…

Estou sempre a aprender, esse é o meu lema

Tu estudas comigo e vai valer a pena

Sou amigo e muito aventureiro

É tão bom ser o teu companheiro

Nesta aventura, espalhando cultura

O Magalhães já chegou…

Sou o Magalhães, o teu novo amigo

Vamos viajar, vem daí comigo

Azul é minha cor, sou o teu computador…

Já fui ao Algarve, Madeira e Açores

Do Porto até Lisboa, do campo à cidade

Sou o Magalhães, eu sou um conquistador…

Foram dias e meses e anos, sempre a estudar

Mas comigo, esta estrada difícil tu vais conquistar

Sou o Magalhães, o teu novo amigo

Vamos viajar, vem daí comigo

Azul é minha cor, sou o teu computador…

Sou o Magalhães, o teu novo amigo

Vamos viajar, vem daí comigo,

Sou o teu computador…


Magalhães, o cantor

27 de Setembro de 2009

Afinal, a véspera das eleições não se destina apenas à reflexão. Em vez da propaganda política, fui brindado, à porta do zoo, com um panfleto que anuncia o lançamento  do CD do Magalhães

Parece que o Ministério da Cultura tem cara nova

Parece que o Ministério da Cultura tem cara nova

, a 28 de Setembro. Parece que a vitória do PS já tem banda sonora à altura.

Aquecimento

26 de Setembro de 2009

“Queremos jogar um jogo”. A cassete repete-se durante semanas. “Estamos asfixiados!” E eles jogam, mas sem bola. O esférico é o único apetrecho que separa a política da liga domingueira patrocinada pela mine.Nas duas modalidades, os protagonistas defendem a saúde mental  através da projecção.

O jogador de futebol não tem grande orgulho em perseguir uma bola  e, nas conferência de imprensa, trata o tolinho que passa 90 minutos  a correr sobre uma passadeira vede, como um cão atrás do osso, na terceira pessoa. É apenas um desconhecido com algumas semelhanças físicas. O mesmo acontece na política. Quando  o orçamento é escasso para beber um whisky com os amigos, o comum mortal justifica a grave falta com uma fase introspectiva que nos obriga a ficar em casa a ver o Marco Horácio a gritar “Soltem a Parede!”.  Na classe dirigente acontece algo semelhante. Uns têm crises de asma, outros falam em forças ocultas. Os populares assumem os sintomas. Os grandes vencedores, até ao momento, são a indústria farmacêutica e os prestigiados armazéns chineses: as patas de coelho estão esgotadas há três semanas. Os rafeirus querem estar em forma, no momento de depositar a escolha na urna.

Contudo, o pânico não inquieta Belém. O anfitrião está rijo. Não há maleita nem superstição que afecte o Chefe de Estado. Fontes próximas da presidência da república afiançam que ”  as soirés  têm sido animadas pelo tabuleiro de Cluedo”  bem… não disseram. Li isso num email.

Gargalhatis rafeirus

25 de Setembro de 2009

Imagens latinus para a alegria da rafeirada, todas as semanas.