Esperança popular

O filme tem sido esquartejado pela crítica. É certo que “A Esperança Está Onde Menos se Espera” não é uma obra prima da sétima arte, peca pela falta de universalidade. Porém, apesar de estar longe do Mundo, está no centro de Portugal, recorrendo a cenários cliché da cidade alfacinha: Cascais e Cova da Moura. É uma tentativa de Joaquim de Oliveira organizar o quintal à beira-mar plantado, como revela esta resposta que faz parte de uma entrevista que pode ser lida, na integra, na revista Focus

Em Portugal vive-se uma grave situação económica , mas neste caso a família atingida pela crise vive bem, mas de forma precária. Não podem ser considerados ricos, são de classe média…

Joaquim Leitão: Conto a história de pessoas que têm um bom ordenado, têm uma vivenda, mas não é deles: têm de pagar um empréstimo. O ordenado é bom, mas tudo o que é ganho é gasto. Quando ficam sem o ordenado. Tudo se perde. Nada lhes pertence. As despesas são de tal forma altas que não podem ser liquidadas. Numa das cenas do filme, a Mãe é confrontada com o salário mínimo, mas provavelmente a quantia corresponde àquilo que ela estava habituada a gastar em roupa.

PS.  O cinema pode ser simples, pode ser popular

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Uma resposta to “Esperança popular”

  1. Pecansis Says:

    O cinema do Joaquim Leitão resume-se a isto. O que acaba por ser um verdadeiro turn-off, pelo menos para a minha pessoa.

    Quando é que vamos ter o “e agora algo totalmente diferente”?

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